Nove Liga dos Campeões, 31 Campeonatos Espanhóis, 17 Copas do Rei, oito Supercopas da Espanha, duas Copas da Uefa... Em 109 anos, o Real Madrid se especializou em, principalmente, conquistar títulos. Mas a história dos últimos três tem sido escrita com mais contratações galácticas e milhões de euros do que propriamente com troféus no Santiago Bernabéu. Mas a oportunidade voltou a bater a porta dos merengues, e logo contra o maior rival Barcelona: nesta quarta-feira, a partir das 16h30 (de Brasília), ambos decidem a Copa do Rei pela sexta vez, no estádio Mestalla, em Valência, no segundo dos quatro clássicos da maratona. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.
Desde agosto de 2008, com a Supercopa da Espanha, os merengues só abrem a sala em seu estádio para torcedores e turistas. O período coincide justamente com o auge dos catalães, que iniciaram a “Era Guardiola” com todos os seis títulos possíveis conquistados em 2009, além de levarem o Espanhol e Supercopa seguintes.
Números e mais números
Fora de campo, no entanto, o Real aprendeu a viver sem troféus e aumentou progressivamente suas receitas nos últimos tempos. Estudos da empresa BDO RCS apontam que o clube merengue arrecadou € 145 milhões com marketing e € 148,6 milhões com sócios e o Bernabéu somente em 2010. Nos últimos 10 anos, com dois mandatos do presidente Florentino Pérez, a evolução atingiu os 197% – em 2001, época do primeiro time galáctico, a receita com marketing não chegou sequer aos € 39 milhões.
Com Messi, Xavi e Iniesta, o Barcelona vive notório melhor momento nos gramados, mas vem atrás em receitas. Com o marketing, em 2010, foram € 120,9 milhões – sócios e Camp Nou renderam € 115,5 milhões. Em oito anos, desde que Joan Laporta assumiu e revolucionou o clube, a evolução foi de 140%. Números excelentes, mas abaixo do maior rival.
Em Copas do Rei, o Barcelona pode dizer que leva grande vantagem. São 25 títulos dos culés contra 17 dos brancos - o último apenas em 1993. Em confrontos diretos pela final, foram cinco: três vencidos pelo Barça (1968, 1983 e 1990) e dois pelo Real (1936 e 1974).

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